Glomerulonefrite Membranoproliferativa – Doenças – InfoEscola

A glomerulonefrite membranoproliferativa consiste em um mecanismo característico de lesão glomerular, caracterizada por hipercelularidade resultantes da proliferação de células mesangiais e por célula de proliferação endocapilar. Você pode exibir causa primária, secundária, ou mesmo idiopática.

Afeta preferencialmente em indivíduos jovens, com menos de 30 anos de idade. Clinicamente pode apresentar-se como síndrome nefrótica (70% dos casos) e síndrome nefrítica aguda (20% dos casos). Quadro de doença arterial coronariana, apresentando-se com hematúria e proteinúria pode ocorrer entre 15% e 30% dos casos da doença.

Classifica a glomerulonefrite membranoproliferativa em três tipos distintos, todos os que têm um ponto em comum, que é a parede capilar com duplo contorno, devido à presença de depósitos de imunocomplexos subendoteliais. Os tipos são:

  • Tipo I: caracteriza-se pela presença de depósitos eletrondensos de C3 no padrão granular IgG subendoteliais.
  • Tipo II: caracteriza-se pela transformação da membrana glomerular em uma estrutura altamente eletrodensa, irregular, como resultado da deposição de material eletrodenso de composição desconhecida. Neste caso, há a ausência de imunoglobulinas.
  • Tipo III: caracteriza-se pela comunicação dos depósitos subendoteliais com os depósitos subepiteliais através do fenestras da membrana glomerular.

Clinicamente, é comum encontrar hipertensão leve, com a pressão arterial diastólica inferior a 90 mmHg, além do déficit de função renal, o que é observado em 40 a 60% dos pacientes após a primeira consulta. Além disso, outra característica da doença é a hipocomplementemia persistente.

Em exames histopatológicos observados hipercelularidade e duplicação da membrana basal glomerular, bem como a deposição de partículas do sistema de complemento e imunoglobulinas.

Ainda não foi estabelecida a melhor forma de tratamento para a glomerulonefrite membranoproliferativa. Pode ser usado corticosteróides, anti-agregantes plaquetários. Nos casos secundários, deve ser feito o tratamento da causa subjacente. Também pode haver remissão espontânea do quadro.

Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Glomerulonefrite_membranoproliferativahttp://www.lian-ebmsp.com.br/Nefropedia.View.php?id=59

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