Explicação em Bohr para o teste da chama   InfoEscola

Explicação de Bohr para o teste de chama – InfoEscola

No estudo, conhecido como o teste da chama, ocorrem interações atômicas através dos níveis e subníveis de energia quantizada em um átomo de um cátion (metal). Considerando o átomo de potássio, por exemplo, onde o elétron 4s1 é o mais externo, este elétron pode ser elevada para um subnível mais externo, quando debaixo de uma fonte de energia (calor), atingindo 4p1, ocorrendo assim a sua excitação eletrônica. O elétron excitado, no entanto, apresenta uma tendência a voltar ao seu estado natural de 4s1, que emite um quantum de energia ( fótons) quando em seu retorno para o subnível de menor energia, que é uma quantidade de energia bem definida e única para cada cátion de metal, o que pode servir para a sua identificação. No caso de o cátion potássio, obtém-se uma coloração da chama violeta, sendo esta a coloração é capaz de identificar esta cação, uma vez que é devido à diferença em energia entre os subníveis 4s e 4p para o átomo em questão.

A figura abaixo resume este processo. A absorção de energia promove os elétrons periféricos a um estado de maior energia (estado excitado), no momento em que cessa essa adição de energia, esses elétrons retornam à sua posição original, devolver a energia recebida em forma de luz (o que nós percebemos como a cor).

Absorção e emissão de energia para o átomo.

Em 1913, Niels Bohr, depois de uma série de experimentações e testes em matemática, desenvolveu três postulados muito importante para a compreensão que hoje temos sobre a estrutura atômica.

  • Enquanto o elétron em uma determinada órbita, sua energia é constante.
  • Se o elétron recebe energia suficiente, ele vai saltar para uma órbita de maior energia.
  • Para retornar à sua órbita de origem, o elétron emite, em forma de ondas eletromagnéticas, a mesma quantidade de energia absorvida.
  • Com relação ao teste de chama, os postulados de Bohr se prestam muito bem para buscar uma explicação para as observações. A queima de um sal de metal, o que envolve a promoção de elétrons, cujo retorno é revelado pela emissão de luz. Assim, um elétron pode passar de um nível para outro de maior energia, já que absorve a energia externa (ultravioleta, luz visível, infravermelho, etc.). Quando isso acontece, dizemos que o elétron foi animado e que houve uma transição eletrônica. Já a transição entre o retorno do elétron para o nível inicial é acompanhada pela liberação de energia na forma de ondas eletromagnéticas, tais como, por exemplo, a luz visível, o que é percebido pelos nossos sentidos, como a coloração.

    Referências:
    FELTRE, Ricardo, Química Orgânica, Ed. Moderno, 6ª Edição, São Paulo, 2004.

    PERUZZO, Francisco; CANTO, Eduardo Leite; Química na abordagem do Cotidiano, Ed. Moderna, 3ª Edição, São Paulo, 2003.

    ATKINS, Peter; JONES, Loreta; Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente, Porto Alegre: Bookman, 2001.

    Ilustração: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/recursos/10951/TesteDeChama/Teste_de_Chama.html

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