Parlamentarismo e Presidencialismo → Diferenças, vantagens e desvantagens

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Existem países pelo mundo com as mais variantes formas de governo, mas duas delas se destacam por representarem a maioria das representações: Parlamentarismo e Presidencialismo. E hoje abordaremos quais as diferenças entre parlamentarismo e presidencialismo e as vantagens e desvantagens de cada um desses sistemas.

Esse tema é comumente discutido em sociologia, geografia e história. Causa muitas dúvidas em algumas mentes e vamos nesse texto resumo dar os conceitos básicos de cada um deles. Vamos lá:diferença entre presidencialismo e parlamentarismo

Diferença entre Parlamentarismo e Presidencialismo 

No presidencialismo o presidente do país é eleito pelo voto direto e o mesmo possui muitos poderes com o de impedir ações do Executivo. Todas as decisões importantes passam por ele, devendo fiscalizar e analisar as ações do Executivo para tomar decisões. Aqui ele é um indivíduo muito importante e poderoso pois é eleito pelo voto popular, o que legitima suas decisões. Alguns exemplos desse sistema de governo são: Argentina, Brasil, Estados Unidos, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

No parlamentarismo, por outro lado, o governo é parlamentarista. Ou seja, o principal representante do país não é eleito pelo voto direto. Isso faz com que o chefe do executivo perca poder, sendo que pode, muitas vezes, ser demitido por contrariar a opinião do mesmo. Ou seja, o poder do primeiro ministro(nome dado ao candidato escolhido para ser o principal chefe do executivo) é limitado e condicionado pelo executivo. Exemplos de países que adotam esse sistema de governo são: Reino Unido, Suécia, Japão, Botsuana, África do Sul e Suriname

Presidencialismo e Parlamentarismo Vantagens e Desvantagens

O presidencialismo possui como vantagens:

  • presidente eleito pelo voto direto;
  • legitimidade democrática do presidente;
  • maior poder ao mesmo;
  • o mesmo não fica refém do executivo.

E como desvantagens:

  • muito poder em cima de uma pessoa;
  • o mesmo pode fazer coisas ruins sem sofrer penas;
  • possui poder de atrapalhar as ações do executivo de acordo com sua ideologia;
  • pode escolher pessoas incapacitadas para compor o governo;
  • há muito jogo político e, consequentemente, aumento no pagamento de propinas.

O parlamentarismo possui como vantagens:

  • o primeiro ministro pode ser demitido pelo executivo se não agradar;
  • poder reduzido, logo as chances de fazer coisas erradas diminuem;
  • responde ao executivo em primeiro momento, o que ajuda a tomar decisões;
  • possui por trás muitas pessoas envolvidas nas tomadas de decisão.

E como desvantagens:

  • não é eleito pelo voto direto popular;
  • não possui legitimidade democrática do presidente;
  • possui pouco poder e pode ser facilmente substituído se não agradar;
  • a capacidade de escolher aliados de confiança para o governo é reduzida.

E aí, deu pra entender a diferença entre presidencialismo e parlamentarismo? Deixe um comentário com dúvidas, sugestões ou correções que devam ser feitas no artigo para que ajudemos um número maior de pessoas.

História do Computador: Resumo

Os computadores estão presentes em quase todos os aspectos das nossas vidas. Mas nem sempre foi assim, por isso hoje vamos falar sobre a história do computador.

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História do Computador

História do Computador - ábaco

A história do computador começou a quase 2000 anos na Babilônia (Mesopotâmia). O ábaco é considerado o primeiro computador. Ele era composto por um raque com dois fios horizontais e com pedras amarradas sobre ele.

Primeiro computador digital

O primeiro computador digital foi construído por Pascal em 1642. Essa invenção era capaz de somar dois números e foi desenvolvida para ajudar o seu pai, que era um coletor de impostos.

Primeiro computador automático

O grande passo para o computador automático foi o cartão perfurado. Eles foram usados com computadores pela primeira vez em 1890. Herman Hollerith e James Powers desenvolveram dispositivos que conseguiam ler as informações dos cartões perfurados automaticamente.

Com a chegada dos computadores automáticos, os erros de leitura foram reduzidos dramaticamente e o fluxo do trabalho aumentou.

ENIAC

História do Computador - ENIAC

O começo da Segunda Guerra Mundial alavancou a capacidade dos computadores, especialmente na área militar. Muitas armas que estavam sendo desenvolvidas dependiam de cálculos de trajetória e outros dados essenciais.

Em 1942, John Eckert, John Mauchly e outros associados da escola Moore da Engenharia Elétrica da Universidade da Pensilvânia decidiram criar um computador eletrônico de alta velocidade. Essa máquina ficou conhecida como ENIAC (Integrador Numérico Elétrico e Calculadora).

O ENIAC conseguia fazer operações com números de até 10 dígitos e em apenas 1 segundo ele era capaz de fazer 300 multiplicações. O ENIAC era 1000 vezes mais rápido do que os computadores de relé.

Ele usava 18.000 tubos de vácuo, seu tamanho era de 549 m² e consumia cerca de 180 kW de energia elétrica.

Descoberta dos Transistores

Na década de 50, duas importantes descobertas da engenharia mudaram os rumos da eletrônica e dos computadores. Antes da descoberta tínhamos um hardware rápido mais que não era confiável. Após a descoberta conseguimos um hardware relativamente confiável e com ainda mais capacidade. Essas descobertas foram a memória de núcleo magnético e o transistor.

Essas novas descobertas ganharam espaço rapidamente. A capacidade da memória RAM aumentou de 8000 palavras para 64000 palavras em computadores comerciais do ano de 1960.

Essas máquinas eram muito caras para comprar ou alugar. Além disso, era caro operar um computador como esse, por causa do crescente custo de programação. Na maioria das vezes esses computadores só eram encontrados em centros de computação operados pela indústria, governo e laboratórios privados, que possuíam vários programadores e uma equipe de suporte.

Microprocessadores de 32 bits

Muitas companhias como a Apple, tiveram um grande sucesso na venda de computadores na década de 70, devido a grande popularidade dos jogos para esses sistemas. Na década de 80 já existiam computadores comerciais rodando com microprocessadores capazes de lidar com 32 bits de dados e podendo processar 4.000.000 de instruções por segundo.

 

Fonte: people   seattlecentral   macquarie

O que foram as Cruzadas – Entenda já!

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Nem sempre entender os acontecimentos históricos é simples, principalmente os diversos movimentos políticos e explorativos. Para você que deseja saber o que foram as Cruzadas, confira um resumo sobre esses conflitos medievais.

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O que foram as Cruzadas

As Cruzadas foram expedições militares à Palestina com o objetivo de por fim ao domínio islâmico sobre os cristãos em Jerusalém. Na verdade, eram uma mistura de guerra, peregrinação e penitência. Isso porque os guerreiros acreditam que seriam absolvidos de seus pecados se completassem a cruzada e libertassem os locais sagrados da Terra Santa.

O símbolo das Cruzadas era uma cruz vermelhada, bordada no mato que usavam e bandeiras. Inclusive o nome das expedições derivou-se da símbolo utilizado pelos cavaleiros. Na época dos conflitos as expedições eram conhecidas como Peregrinação e Guerra Santa.

Porém, os motivos não eram apenas religiosos. Mercadores aproveitaram os movimentos das Cruzadas para expandir negócios e abrirem novos mercados, abastecendo os exércitos durante o caminho da Europa ao Oriente. Também buscavam unificar a religião cristã ocidental e unir esforços para combater os mulçumanos, tidos pelos cristãos como infiéis.

As Cruzadas duraram quase dois séculos, tendo gerado oito expedições. Porém apenas seis delas chegaram a Jerusalém. A Quarta Cruzada mudou seu destino a fim de atacar cristãos ortodoxos de Constantinopla, por não reconhecerem a autoridade papal.  E a Quinta Cruzada desistiu do término da expedição ao encarar a pressão do inimigo ao atingir Palestina, mesmo após a conquista de alguns territórios do Egito.

Consequências

As Cruzadas impulsionaram o comério na Europa. Pois além dos mercadores terem expadido seus negócios, cavaleiros puderam montar seus próprios comércios, devido a saqueamentos realizados durante as expedições. Esse crescimento do comérico impulsionou a economia do Ocidente.

As expedições também propiciaram a troca de conhecimentos do Oriente para o Ocidente, pela influência dos saberes sarracenos.

Outra consequência é o aumento de tensões entre cristãos e muçulmanos na Idade Média, que dura até os dias de hoje, mesmo em sendo em menor escala.

As Cruzadas também impulsionaram a literatura, com textos narrativos das guerras e feitos heróicos.

Já no aspecto cultural, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento de um tipo de literatura voltado para as guerras e grandes feitos heroicos.

As Cruzadas

  • Primeira Cruzada (1096-1099)
  • Segunda Cruzada (1147-1149)
  • Terceira Cruzada (1189-1192)
  • Quarta Cruzada (1202-1204)
  • Quinta Cruzada (1218-1221)
  • Sexta Cruzada (1228-1229)
  • Sétima Cruzada (1248-1254)
  • Oitava Cruzada (1270-1291)

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Idade dos Metais – Principais Características

Idade dos Metais é a última fase da Pré-História. Seu período foi de 5000 a.C. a 4000 a.C, sendo esta última data marcada também pelo surgimento da escrita pelos sumérios. Essa fase recebeu esse nome devido à matéria-prima intensamente utilizada para produção de ferramentos e utensílios na época serem metais. Alguns historiadores a consideram como a fase final do período Neolítico.

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A Idade dos Metais propiciou um grande avanço para a humanidade, devido ao desenvolvimento da metaurgia e expansão das técnicas de fundição de metais.

Antes da utilização dos metais para produção de equipamentos, as matérias-primas utilizadas eram a pedra e a madeira. E esses processo de transição do material utilizado ocorreu de forma lenta e de diferentes formas, dependendo do local.

As sociedades de introduziram a metalurgia estavam localizadas no Oriente, apesar da extração dos metais ser feita em locais, muitas vezes, distantes. Fator este que dificultou a expansão completa do metal nesse período.

A Idade dos Metais pode ser classificada em, de acordo o metal utilizado no período:

 

  • Idade do Cobre
  • Idade do Bronze
  • Idade do Ferro

Pré-História

A pré-história é o período que determina o início da história da humanidade. É classificada em três grandes períodos:

  • Período Paleolítico: Também conhecido como Idade da Pedra Lascada. Período que se inicia há aproximadamente 4,4 milhões de anos e se estende até 8000 a.C.
  • Período Neolítico: Também conhecido como Idade da Pedra Polida. É o período que se estende entre, aproximadamente, 8000 a.C. a 5000 a.C.
  • Idade dos Metais: Período que se estende de 5000 a.C. a 4000 a.C, até o surgimento da escrita.

Principais Características da Idade dos Metais

Como o próprio nome já indica a principal característica desse período foi o desenvolvimento da metalurgia. A utilização dos metais como matéria-prima começou uma nova era para a sociedade, trazendo mudanças e introduzindo métodos mais sofisticados de produção.

Com a utilização dos metais na produção de equipamentos, estes tinham uma durabilidade maior, devido à rigidez e vida útil do material. Outra característica importante do uso do metal na produção é devido à maleabilidade do material, fator impossível de ser alcançado com pedras.

O cobre foi o primeiro metal a ser fundido, seguido do bronze, que é mais resistente que o cobre. O bronze era obtido através da mistura do cobre com estanho. O último metal a ser fundido foi o ferro, já que possuía manuseio mais complexo, e foi o metal que tornou os equipamentos mais resistentes.

Entre os produtos gerados com metal estão: utensílios de cozinha, objetos artísticos, armas, ferramentas para a agricultura, dentre outros.

Outra característica importante desse período foi o desenvolvimento da agricultura, surgida no período neolítico. Essa característica é derivada da anterior: desenvolvimento da metalurgia. Pois, com ferramentas com maior durabilidade e novas formas, o trabalho se tornou mais eficaz. Exemplos de ferramentas que sofreram grandes mudanças ao serem moldadas com metal são a enxada e o arado. No mesmo sentido, as ferramentas de caça e pesca também evoluíram.

Essas evoluções trouxeram melhorias na qualidade de vida do homem pré-histórico. O que acarretou no desenvolvimento do comércio e o aumento da população. No final da Idade dos Metais surgiram as primeiras cidades e novas relações sociais foram estabelecidas.

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Cultura Grega → Elementos, Religião e Arte

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A história é uma coisa que pode nos inspirar e nos fazer refletir sobre o passado. Desse tipo uma delas se destaca: A Cultura Grega. Pois a mesma é berço de vários pensamentos e coisas que são utilizadas até os dias de hoje. Também é o local onde surgiu o primeiro filósofo do ocidente.

Por esse e outros motivos, a cultura do país é uma das mais exaltadas em todo mundo. Vamos falar um pouco aqui dos elementos da mesma e da influência religiosa e artística que a mesma possui. Veja mais abaixo:

Cultura Grega Religião Olimpíadas Democracia
Imagem retirada de people.ku.edu

Cultura Grega: O surgimento de alguns conceitos

A Grécia foi a precursora de vários aspectos culturais utilizados hoje no mundo moderno. Podemos destacar muitos deles, mas vamos dar aqui apenas os mais importantes.

Abaixo poderá ver em cada tópico um pouco da contribuição cultural da mesma ao mundo:

Política

Foi na Grécia Antiga que se deu início à democracia. Nesse caso as pessoas se reuniam na Ágora para decidir por meio de votação determinadas questões.

Embora não tenha sido tão evoluído como hoje, já que apenas homens livres e nascidos na cidade podiam votar, ou seja, mulheres não possuíam esse direito, a cidade de Atenas representa o berço da democracia para cidadãos atenienses e para o resto do mundo.

Esportes

Foi a Cultura Grega que criou os jogos Olímpicos como forma de homenagear os deuses, inicialmente a festa do esporte era feita em Olímpia, daí o nome “Jogos Olímpicos”.

Atletas de várias regiões se reuniam para disputa de competições como natação, corrida e luta.

O principal homenageado era Zeus, que é considerado o deus dos deuses.

Religião e mitologia na Grécia Antiga

Os gregos antigos acreditavam em vários seres míticos e que povoam a cultura daquele país.

A mitologia grega é das mais ricas e exuberantes, possuindo figuras utilizadas até hoje na literatura, jogos e em entretenimento. Alguns dos mais conhecidos são:

  • Hércules;
  • Zeus;
  • Minotauro;
  • Cavalo de Troia;
  • Medusa;
  • Apolo;
  • Afrodite;
  • Hera;
  • Atena;
  • Poseidon.

Ou seja, a imaginação deles era bem exuberante e isso permitiu com que lá surgissem os primeiros pensadores que deram origem à filosofia tal como conhecemos hoje.

Artes plásticas

Esse era um dos principais trabalhos deles. Possuíam excelente técnica em retratar o corpo humano com suas feições e traços.

Esculturas e bustos eram comuns de serem feitos à época, sendo que existiam muitas pessoas que se ocupavam dessa função e tiravam dela seu sustento.

Vários estilos que vieram posteriormente foram influenciados pelos traços gregos.

Teatro

O Teatro e a representação ao ar livre era uma das principais formas de entretenimento da Cultura Grega.

Suas peças sempre estavam lotadas e eram muito bem escritas, sendo usadas como referência para muitos trabalhos atuais e citados por vários autores como Nietzsche.

Alguns dos principais autores dessa época foram:

  • Ésquilo (525 a 456 a.C.. aproximadamente)
  • Sófocles (496 a 406 a.C. aproximadamente)
  • Eurípides (484 a 406 a.C.aproximadamente)
  • Aristófanes (445 a.C.? – 386 a.C.) Dramaturgo grego considerado o maior representante da comédia grega clássica.

Sendo alguns dos pioneiros em algumas técnicas de diálogo e dramatização.

Filosofia

A Filosofia possui um caráter especial nessa sociedade. Pode-se dizer que por lá começou o pensamento filosófico, especialmente na capital Atenas.

Podemos citar como principais:

  • Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.)
  • Platão (428 a 347 a.C.)
  • Aristóteles (384a.C – 322 a.C.)
  • Tales de Mileto (625 a.C. – 545 a.C.)
  • Anaximandro de Mileto (609/610 a.C. – c. 546 a.C.)
  • Anaxímenes de Mileto (585-528 a.C.)
  • Pitágoras (571/570 a.C. – 497/496 a.C.)
  • Xenófanes de Cólofon (aprox. 570 a.C. – 460 a.C.)
  • Heráclito de Éfeso (aprox. 540 a.C. – 470 a.C.)
  • Parmênides de Eléia (cerca de 530 a.C. – 460 a.C.)
  • Anaxágoras de Clazômenas (c. 500 a.C. – 428 a.C.)
  • Diógenes de Apolônia (viveu século V a.C.)
  • Protágoras de Abdera (480 a.C. – 410 a.C.)
  • Górgias de Leontini (480 a.C. – 375 a.C.)
  • Demócrito de Abdera (cerca de 460 a.C. – 370 a.C.)
  • Arquitas de Tarento (428 a.C. – 347 a.C.)

E, na época que viveram, não eram considerados apenas filósofos como atualmente é separado, mas eles desenvolveram atividades em diversas áreas como a matemática e as ciências naturais.

Como se pode perceber, a Cultura Grega é riquíssima e precursora de vários pensamentos, tecnologias e forma de organização social que temos hoje. O ideal seria que estudássemos mais a fundo a mesma, mas é difícil pois não temos muito tempo no dia de hoje. Espero que esse resumo sobre os elementos culturais dessa época seja útil. Deixe-nos um comentário com dúvidas, sugestões ou correções acerca do texto.

Civilização Persa – Economia e Sociedade

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A Pérsia situava-se ao leste da Mesopotâmia, no extenso planalto do Irã, entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio. Possuía poucas áreas férteis, devido ao seu relevo desértico e montanhoso. Mas como era a economia e sociedade da civilização persa?

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Império persa

Com o intuito de obter riquezas e desenvolvimento, o príncipe persa Ciro, o Grande, deu início ao expansionismo persa. Em pouco tempo, se apoderou de uma imensa área.

Para garantir a unidade do território e a manutenção de seu poder, Dário I, um dos sucessores de Ciro, dividiu o Império em várias províncias, chamadas de ‘satrapias’, e nomeou altos funcionários (os sátrapas) para administrá-las.

O Império Persa, iniciado no território pertencente atualmente ao Irã, teve seu auge de 550 a 330 aC. A única outra civilização a superar seu tamanho e poder foi o Império Romano. O poder dos persas era bem conhecido. Eles permititram que muitas culturas diferentes vivessem e prosperassem dentro de suas fronteiras, mas mantinham um governo centralizado.

Economia Persa

A principal atividade econômica da civilização persa foi a agricultura, que aliada à existência de estradas bem conservadas serviu de estímulo para o comércio, o que também acabou incentivando o artesanato.

Devido ao seu tamanho incrível, o status geral da economia persa foi incrivelmente variado. Em seu auge, o Império Persa incluía civilizações economicamente avançadas, como os egípcios, os fenícios e os babilônios, bem como algumas civilizações que ainda passavam de um palco tribal, como os líbios e os nubianos. Como organizar uma economia com tantos estilos e culturas diferentes?

Agricultura no Império Persa

O Império Persa obteve grande parte da sua riqueza através de suas culturas prolíficas. Mesmo algumas das cidades mais urbanas do império basearam-se na agricultura. A cevada era o principal cultivo de cereais da agricultura persa, sendo facilmente cultivada na maioria das áreas do império. No entanto, houve muitas outras culturas cultivadas em diferentes regiões. A produção de vinho também se tornou uma das commodities mais comuns da Pérsia.

Os programas governamentais trabalharam para expandir a produção agrícola no império. O dinheiro do governo foi investido na melhoria da irrigação, na qualidade das culturas e nas últimas técnicas agrícolas.

Não se tem conhecimento de como o território foi dividido para atividades agrícolas. Dado o tamanho do império, decidir como dividir e usar a terra deve ter sido uma grande responsabilidade.

Ao conquistar territórios, uma quantidade significativa da terra era apreendida pelo governo persa. Essas terras eram dadas aos soldados que serviram nas forças armadas persas como recompensa pelos seriços prestados. Eles podiam cultivar ou alugar essas terras.

Nas regiões que antigamente pertenciam ao Egito e à Babilônia, situava-se o setor Civilização Persaeconômico, dirigido principalmente pelas autoridades religiosas, que controlavam a maior parte da terra do estado. No entanto, sem trabalhadores agrícolas próprios para cultivar a terra, as autoridades religiosas alugaram as terras para as famílias da região.

Durante o governo de Dario I, mais famoso rei do Império perda, foi criada uma moeda-padrão, o dárico.

Fim da civilização persa

 

O fim do império se deu, principalmente, devido a conflitos, golpes e intrigas políticas, o que dificultava o controle do império pelos líderes. Além das derrotas nos conflitos Greco-Pérsicos.

Em 330 a.C, Alexandre Magno tomou todo o Império Persa e o subjugou, dando fim a era da civilização persa.

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Independência do Haiti: conheça a história

A história da Independência do Haiti é incrível e inspiradora. Ela é considerada uma das maiores revoluções do mundo. Por isso, fizemos um artigo contando essa história de grande superação. Também fizemos um resumo bem pequeno da história, caso você apenas queira saber do que se trata.

Independência do Haiti - bandeira do Haiti

 

Independência do Haiti (Revolução do Haiti)

No século XVIII, o Haiti se tornou a colônia francesa ultramarina mais rica. A maior parte da riqueza do Haiti vinha da produção de açúcar, café e algodão. Todos esses produtos eram produzidos por trabalho escravo.

Em 1789, quando iniciou-se a Revolução Francesa, existiam 3 grupos de descendentes africanos no Haiti: os livres, os escravos e os refugiados. Nessa época, existiam cerca de 30.000 negros livres e 500.000 negros escravos.

O Haiti sempre teve um histórico de rebeliões de escravos. Os escravos nunca aceitaram ser totalmente submissos, já que a população de escravos era 10 vezes maior que a população dos donos de escravos. Mesmo assim, os donos dos escravos fizeram o máximo possível para controlar os seus servos.

Inspirados pelos eventos na França, muitos haitianos começaram a organizar movimentos revolucionários. Para contornar a situação, a Assembleia Geral de Paris criou algumas leis para dar um pouco de autonomia para algumas colônias. A lei teve um efeito contrário e acabou iniciando uma guerra civil entre as diferentes classes sociais do Haiti.

Os escravos liderados por Toussaint L’Overture também começaram as usas rebeliões em Agosto de 1791. Em 1792 os escravos já estavam comandando um terço da ilha. Mesmo com a forte repreensão francesa, a área da colônia liderada pelos escravos cresceu rapidamente.

Acredita-se que durante a guerrra morreram 100.000 dos 500.000 negros e 24.000 dos 40.000 brancos do país. Além de conseguir derrotar os soldados franceses, os escravos também conseguiram derrotar a Inglaterra que tentou invadir o Haiti por diversas vezes.

Curiosamente, o movimento de Independência do Haiti foi maior do que a Revolução Francesa, que foi a sua inspiração.

Período Pós-Revolução

Para recuperar os escravos e as áreas dominadas pelos mesmos, Napoleão Bonaparte, que era o ditador da França, enviou uma tropa francesa de 43.000 soldados para capturar L’Overture e reiniciar a escravidão. L’Overture foi capturado pela França e morreu na prisão em 1803.

Com a morte de L’Oveture, Jean-Jacques Dessalines se tornou o líder do movimento dos escravos. Ele comandou os escravos em uma batalha na qual os soldados franceses foram derrotados. Com a vitória, em 1804, Dessalines declarou a independência no Haiti. Sendo assim, o país se tornou a primeira república formada por negros.

Resumo do Processo de Independência do Haiti

A Revolução do Haiti é considerada uma das revoluções de escravos mais bem sucedidas. Os escravos começaram a rebelião em 1791 e em 1803 a escravidão foi abolida, juntamente com o controle da França sob o país.

A Revolução do Haiti foi muito complexa. Na verdade, ela foi constituída de muitas revoluções que aconteceram simultaneamente. Essas revoluções foram influenciadas pela Revolução Francesa de 1789.  Tal revolução foi baseada nos conceitos sobre direitos humanos, cidadania universal e participação no governo.

Fontes: blackpast 1  blackpast 2

 

Maomé e o Islamismo → O profeta do Islã

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Uma cultura totalmente nova começa a vir para o ocidente e há um confronto entre o que temos hoje e os seguidores do Islã. Mas você sabe qual a relação entre Maomé e o Islamismo? Caso não saiba, é disso que o artigo tratará, sobre o profeta mais importante do Islã.

Só há um problema com isso: O radicalismo por parte de alguns integrantes dessa religião faz com que, muitas vezes, haja o confronto entre os integrantes do islamismo e de outras religiões ou ideologias conflitantes. Claro que isso não chega a ser um problema grave, pois as pessoas devem ser analisadas individualmente, mas deve ser dito.

Ademais, o intuito desse texto é só explicar um pouco da relação entre Maomé e o Islamismo, não entrar em discussões religiosas.

Vamos ao que se propõe o texto:Maomé e o Islamismo O profeta do Islã

O que é o islamismo?

É uma religião que vem ganhando grande espeço pelo mundo. Monoteísta, a mesma foi fundada pelo profeta Maomé no século VII e tem como livro sagrado o Alcorão.

Atualmente conta com mais de 1,2 bilhões de seguidores, sendo a segunda com o maior número de fiéis, atrás, apenas, do cristianismo.

5 Pilares dessa religião: São os 5 principais atos exigidos por que decide pertencer à mesma, a saber:

  •  — professar e aceitar o credo (ChacadoChahada ou Shahadah);
  • Oração — orar cinco vezes ao longo do dia,com o fiel voltado em direção a Meca (SaláSalat ou Salah);
  • Caridade – doar dinheiro aos necessitados(ZakatZacatZakat ou Zakah);
  • Jejum — observar as obrigações do Ramadã (Saum ou Siyam);
  • Peregrinação — fazer a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, se tiver condições financeiras e físicas (Hajj ou Haj).

Ou seja, se quiser ser um seguidor dessa fé deverá seguir os atos acima.

Maomé e o Islamismo: O profeta do Islã

Ele é o responsável pela criação do islamismo e do império árabe. Embora não possuísse poderes mágicos como, supostamente, Jesus teria, o mesmo se destaca por várias lutas e pela fundação da fé.

A religião islâmica acredita que existiram vários profetas, a saber: Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaac, Ismael, Abraão e Maomé. Sendo que Maomé teria sido o último e o responsável por pegar conceitos do cristianismo e do do judaísmo, criando uma nova seita.

O mesmo teria nascido em Meca, ca. em 25 de Abril de 571  e falecido em Medin em, 8 de Junho de 632. Começando sua vida de pregação religiosa e apresentando-se como profeta em 610.

Os seguidores da religião são tão fanáticos que não aceitam a representação do seu profeta principal por meio de imagens, para eles a sua religião são palavras e não imagens. Fazendo uma tentativa de separá-los das outras religiões.

Fatos e datas importantes para o profeta Maomé:

  • aos 6 anos ficou órfão, indo morar com seu avô paterno e depois com seu tio;
  • aos 25 anos casou-se com a rica viúva Cadidja;
  • aos 40 anos contemplou a vinda do Arcanjo Gabriel e revelou ser um profeta;
  • aos 61 anos morreu em Medina;
  • deixou uma doutrina a ser seguida e, em 650, foi escrito o livro mais importante da religião tratada: O Alcorão.

Existem muitas outros fatos e coisas que poderiam entrar na lista de histórias, como a apaziguamento dos atritos entre árabes e judeus da região em que viveu, mas creio que os fatos descritos acima sejam os mais importantes.

Caso queira saber mais sobre o profeta acesse: www.exmuculmanos.com.

Qual o lugar da religião islâmica no mundo?

Ela ocupa lugar de destaque por ser a segunda maior do mundo, com mais de 1,2 bilhões de seguidores. Sendo que, atualmente, estão havendo mudanças e algumas pessoas estão migrando das religiões mais antigas como cristianismo e judaísmo para essa “nova” interpretação dos seres divinos.

Claro que isso gera vários conflitos sociais e, mesmo, econômicos pois os muçulmanos tendem a não aceitar a cultura de outros povos. Mas não são todos eles que agem prejudicando terceiros.

Conclusão sobre Maomé e o Islamismo

É o principal profeta dessa religião, sendo o fundador e um dos responsáveis pelos livros sagrados da mesma: Alcorão, Suna e Hadith. Apresenta grande fanatismo presente na fé dos seus seguidores, sendo que alguns deles estão dispostos até a morrer para que sua religião seja implantada.

Claro que fé não é sinônimo de racionalidade, pessoas devem pensar e analisar o que é melhor para elas. Mas se o melhor for morrer pela fé, há algo de muito errado nisso.

O que achou desse artigo sobre Maomé e o Islamismo? Deixe-nos um comentário com dúvidas, sugestões ou modificações que deveriam ser feitas no artigo para que possamos ajudar um número maior de pessoas.

Império Romano – Do triunfo à queda

Considerada a maior civilização já existe, o Império Romano detinha a maior vasta extensão territorial do mundo antigo. E esse limite de território nunca mais foi repetido.

O Império Romano durou cinco séculos, de 753 a.C. a 476 d.C. Suas dimensões estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. Criando uma conexão com três continentes: África, Ásia e Europa.

Eram cerca de 6 milhões de habitantes sob seu domínio. Sendo que Roma detinha 1 milhão de habitantes. Roma, antiga cidade-estado, passou a ser governada pelo imperador.

Com o novo sistema, o imperador detinha o poder político para governar, enquanto o Senado apoiava as manobras políticas. Seu primeiro imperador foi Otaviano Augusto e Constantino XI foi o último.

A maior parte do poder do Império Romano foi conquistado no início do sistema. Sendo que, no mínimo, 6 milhões de quilômetros quadrados já estavam sob seu domínio até 117 d.C.

Principais Características

  • Fundamentalmente comercial.
  • Os povos conquistados eram escravizados.
  • Roma era uma espécie de capital, que governava as províncias.
  • Regime politeísta.
  • Cargo vitalício para os governantes.
  • Territórios eram obtidos através de conquistas ou golpes militares.

Imperadores

Os principais imperadores do Império Romano, que marcaram história com seus feitos, foram:

  • Otaviano Augusto: Primeiro imperador de Roma. Responsável por conquistar muitos territórios ao império
  • Claudius: Durante seu governo, o Império Romano venceu a Grã-Bretanha.
  • Nero: Considerado excêntrico e louco, matou a mãe e a irmã. Tinha como hábito jogar milhares de cristãos aos leões
  • Tito: Responsável pela destruição do templo do Rei Salomão
  • Trajano: Era considerado um grande conquistador. Tendo sido em seu governo que o Império Romano atingiu a maior extensão.
  • Adriano: Construiu uma muralha com o objetivo de barrar os bárbaros. A muralha levou seu nome, Muralha de Adriano, localizada ao norte da Grã-Bretanha.
  • Diocleciano: Responsável por dividir o império em oriental e ocidental.
  • Constantino: Reuniu o Império e nomeou Bizâncio como capital, rebatizando-a de Constantinopla. Primeiro imperador cristão.
  • Romulus Augusto: Último imperador de Roma
  • Constantino XI: Último imperador de Constantinopla. Morreu defendendo a cidade contra o ataque dos turcos.

Dinastias

O Império Romano foi governado por várias dinastias:

  • Dinastia Júlio-Claudiana (de 14 a 68)
  • Dinastia dos Flávios (de 69 a 96)
  • Dinastia do Antoninos (de 96 a 192)
  • Dinastia dos Severos (de 193 a 235)

Surgimento do Império Romano

Roma surgiu a partir de um grupamento de pastores que viviam às margens do Rio Tigre. Região que hoje corresponde à Itália.

No século VI a.C., a cidade foi comandada por Etruscos, de origem gregas. Aos poucos foi conquistando liberdade, e se transformou em

cidade-estado, cuja forma de poder era a monarquia.

Entre 509 a.C. e 30 a.C., a forma de poder passou a ser República, quando Roma começou a exercer forte poder colonial, político e militar.

O sucesso do império romano é devido, em grande parte, ao seu exército, que atuava como uma legião e era extremamente profissional. O território de Roma foi extendido ao Mediterrâneo, sob o comando de generais.

Triunviratos

Triunvirato é a gestão formada por três integrantes. A formação do primeiro triunvirato em Roma ocorreu em 59 a.C. e seus três integrantes eram: Júlio César, Pompeu e Marco Crasso.

Em dado momento, eles entraram em guerra e César venceu, tornando-se o primeiro governante individual de Roma.

O segundo triunvirato foi formado por Octávio, Lépido e Marco Antônio, também culminado em guerra civil em 31 a.C. Otávio venceu e passou a governar Roma.

Nesse ponto que surge o Império Romano, propriamente dito, em 27 a.C. e que vai até 476 d.C. Esse período de tempo é considerado como o de maior prosperidade e expansão do império, na chamada dinastia Júlio-Claudiana.

Divisão do Império

Foi dividido em 284 d.C. para uma melhor administração do poder. Consistindo em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. Suas capitais foram, respectivamente, Roma e Bizâncio (Constantinopla).

Império Romano do Oriente

O Império Romano do Oriente foi derrotado pelos turcos em 1453.

O imperador Jutiniano (527 – 565) tentou reorganizar o Império Romano abrindo frentes de batalhas e conquistando o Norte da África, a Península Itálica e a Península Ibérica.

Porém, nos séculos VII e VIII, os muçulmanos conquistaram essas terras.

Queda do Império Romano

Dentre as causas para o declínio do Império Romano, estão:

  • Má administração: devido a grandiosidade do império, o que causou complicações na gestão e controle, assim como corrupção;
  • Invasões bárbaras: Investidas constantes dos godos (visigodos e ostrogodos), hunos e germânicos (como os francos, anglos, saxões, vândalos, bretões e bugúndios);
  • Elevados impostos: o custo para para manter a construção de pontes, aquedutos, estádios e banhos públicos era relativamente alto;
  • Religião: a expansão do cristianismo;
  • Escassez de escravos: com a redução das batalhas para conquistar novos territórios, consequentemente houve redução no número de escravos, o que prejudicou o sistema.

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Pinturas Rupestres – Arte Pré-histórica

Nióbio

As pinturas rupestres (também conhecidas como “arte parietal”) são desenhos pintados em paredes ou tetos de cavernas, principalmente de origem pré-histórica, datados de cerca de 40.000 anos atrás (cerca de 38.000 aC) na Eurásia.

O propósito exato das pinturas rupestres do Paleolítico não é conhecido. A evidência sugere que elas não eram meramente decorações de áreas vivas, uma vez que as cavernas em que foram encontradas não têm sinais de habitação contínua.

Pinturas também são frequentemente localizadas em áreas de cavernas que não são facilmente acessíveis. Algumas teorias sustentam que as pinturas rupestres podem ter sido uma maneira de se comunicar com os outros, enquanto outras teorias atribuem-lhes um propósito religioso ou cerimonial.

As pinturas são notavelmente similares em todo o mundo, com animais sendo assuntos comuns. Os seres humanos aparecem principalmente como imagens de mãos.

As primeiras pinturas rupestres conhecidas de animais têm pelo menos 35 mil anos de idade. Elas estão localizadas na caverna de Pettakere, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. Anteriormente, acreditava-se que as primeiras pinturas estavam na Europa. As primeiras pinturas figurativas na Europa remontam ao período Aurignaciano, aproximadamente 30.000 a 32.000 anos atrás, e são encontradas na Caverna Chauvet na França e na Caverna Coliboaia na Romênia.

Podem ser encontradas em todos os continentes que foram ocupados pelo homem pré-histórico. Seu estudo revela uma evolução de traços simples a representações sofisticadas e estilizadas.

Esses registros são importantes para a história, a fim de permitir conhecer sobre os hábitos de vida de nossos antepassados, como também sua forma de ver e representar o mundo.

Temas das pinturas rupestres

As pinturas podem ser divididas em três grupos distintos:

  • Zoomórfico: Representação dos animais, o tema mais encontrado nas pinturas. Animais selvagens como bisonte, cavalos e cervos são muitos comuns nos desenhos. Os animais são retratados com relativa precisão. Fato que leva os historiadores a suporem que os animais tinham um sentido ritualístico.

  • Antropomórfico: Figuras humanas e suas formas. Geralmente raros e de forma bem rústica. Encontra-se muitos desenhos de mãos.
  • Símbolos: Desenhos abstratos, que por vezes fazem alusão a calendários astronômicos capazes de descrever o período e trajetória de diversos corpos celestes.

Mas também há pinturas de plantas, flechas e astros, por exemplo.

Pigmentos utilizados

A análise dos pigmentos mostra que em pinturas mais antigas percebe-se pastas de carvão com saliva, óleos vegetais e sangue.

Em pinturas mais ‘recentes’ surgem outros materiais, mais resistentes, como óxidos metálicos. O que pode ser devido às cores mais atraentes e à duração.

Nas pinturas pode-se observar diversas cores, como: vermelho, ocre, amarelo, verde, branco e preto.

Às vezes, a silhueta do animal foi incisada primeiro na rocha, com ranhuras.

Teorias e interpretações

O historiador Henri Breuil interpretou as pinturas como sendo magia de caça, destinadas a aumentar o número de animais capturados.

Outra teoria, desenvolvida por David Lewis-Williams e amplamente baseada em estudos etnográficos de sociedades caçadoras-coletoras contemporâneas, é que as pinturas foram feitas por xamãs paleolíticos.

O xamã se retiraria para a escuridão das cavernas, entraria em um estado de transe e depois pintaria imagens de suas visões. Talvez com alguma intenção de tirar poder das próprias paredes da caverna.

Arte Rupestre no Brasil

No Brasil também já foram encontrados diversas pinturas rupestres. Na Serra da Capivara, no Piauí, há diversas cavernas repletas desses registros.

Pintura Rupestre
Na Chapada Diamantina, na Bahia, há grutas com diversos desenhos rupestres. Há desenhos do sol, homens ou registros de contagem de tempo.

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